Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador música. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de junho de 2016

O novo Zé do Bêlo

Novidade no velho

É possível fazer algo novo recorrendo ao velho? Com o álbum A Moda Chegando Eu Vou Ver Como É, o gaúcho Zé do Bêlo prova que sim. Na obra, o cantor, compositor e violonista interpreta 12 canções compostas nas primeiras décadas do século XX que, apesar de terem feito estrondoso sucesso há quase cem anos, permaneciam desconhecidas até mesmo por pesquisadores, visto que o período reabilitado por Zé é pré-bossa nova. Muito mais do que um disco, o projeto é um trabalho minucioso de recuperação da história musical brasileira. “Não é justo que músicas tão boas fiquem soterradas no passado”, diz Zé do Bêlo. São canções como NicolauCasinha da Marambaia e Esquecer e Perdoar, de autores como Jararaca, Manezinho Araújo e João da Baiana, sucessos no seu tempo, que levam o ouvinte ao passado, oferecendo um gosto de nostalgia prazenteira do que não foi vivido.


Um Zé do Bêlo renovado?


Quem conheceu o Zé do Bêlo do início dos anos 2000 pode se surpreender com o repertório novo – que passa de composições próprias escrachadas para releituras sóbrias de músicas “de antigamente” – e até mesmo com sua sutil mudança de guarda-roupa: Zé continua ostentando o seu tradicional terno branco, mas agora bem cortado e não propositalmente amarrotado; o boné foi trocado por um chapéu coco; os tênis All Star surrados deram lugar a elegantes Oxford preto e branco. Também a voz agora está mais discreta e suave, lembrando pouco aquele personagem bastante peculiar que Zé costumava encarnar no palco. Essa mudança – adequada para seu novo repertório – também marca um novo rumo nas ambições da carreira do cantor. Atualmente radicado na capital da Paraíba, João Pessoa, Zé pretende expandir seu público-alvo, antes restrito ao underground porto-alegrense, e, quem sabe, conquistar o Brasil.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Top Ten bandas Japonesas

Pra decidir o primeiro lugar, não foi muito difícil: Spitz (ou スピッツ), uma banda com mais de 20 anos de existência e ultra respeitada na Japão. O som deles poderia ser definido como um pop-rock simples, mas se destacam de outras bandas pelas melodias e refrões que pegam sem soarem comerciais. O difícil foi escolher a música para representar aqui, pois todas canções deles são hits.

 2- Shiina Ringo - Honnou. Uma das mais espetaculares cantoras da história do Japão. Compõe música, escreve, toca, além de ser uma grande performer. Sua música passa por influências de jazz, rock, punk, pop. Camaleoa, se apresenta sempre de forma diferente, às vezes com o estilo sofisticado de uma Audrey Hepburn asiática, outras como uma pós-punk, mas sempre com sua marca pessoal até no estilo de cantar (é conhecida por estender os erres). Se não bastasse tudo isso, é linda. 3- Tokyo Jihen - Marounochi sadistic.
É a banda de Shiina Ringo, quando não está em carreira solo 4- Che-A - Pandora. Eu já tinha fechado esse top ten quando, na última hora, descobri Che-a. Um trio de garotas, apenas de baixo, piano e bateria. A ausência de guitarra e a preponderância do baixo e piano poderiam simplificar o som, mas o torna ainda mais poderoso. Elas fazem um jazz rock moderno, com o toque japonês, claro. Infelizmente só encontrei 3 músicas do grupo (uma melhor do que a outra), e soube que a banda não existe mais. 5- Asian Kung-fu Generation - Haruka Kanata. Rock japonês do bom. 6- Chara - やさしい気持ち. A voz da cantora e atriz Chara é inconfundível, caracterizada pelos sussurros alternando com agudos poderosos. O som é um pop alternativo, com pitadas de eletrônico

  7- Stereopony - Hitohira no hanabira. Um amigo canadense fã de anime que me apresentou essa banda de rock japonesa inteiramente formada por garotas

8- Yui - Again.

  9- Fripside - Decade. Fripside é outra banda conhecida por trilhas de anime. Faz um rock-pop-eletrônico com vocais femininos. Seus clips sempre são doidos.

  10- 9mm Parabellum Bullet – Living dying message. Um amigo japonês guitarrista me apresentou essa outra boa banda de rock japonesa Bonus track Não dá pra ser introduzido no mundo da música japonesa (se é que esse é o seu caso) sem conhecer aquela que é a mais arrebatadora banda de J-pop atual, que já influenciou outros grupos e cópias até na Coreia. É AKB48, um grupo formado por 48 jovens garotas. Seus clipes são mega produções em que, muitas vezes, aparecem apenas de bikini ou lingerie. Todo fã tem uma favorita. A minha é Yuko Oshima. AKB48 - ギンガムチェック

sábado, 28 de maio de 2011

Publicidade intelectual

O que você pensaria se o seu músico de jazz favorito fizesse propaganda de meias? Ou se o dramaturgo que você mais respeita participasse de anúncios de colchões? Ou quem sabe seu diretor de cinema em comerciais de vodka? Pois é, há muitos anos vários ícones do mundo da arte já se venderam para o mundo do capitalismo selvagem. Podem até ter feito alguma grana na época, mas hoje ficou meio patético. Veja abaixo alguns exemplos:


Franco Zeffirelli
 Yehudi Menuhin
Ella Fitzgerald

 Benny Goodman
Ray Charles

 Sammy Davis Jr.

 Bernard Shaw

 Marcel Marceau
 Charlton Heston
Woody Allen



Ronald Reagan

segunda-feira, 7 de março de 2011

3 em 1 - Dancing with myself

Dancing with myself foi um clássico dos anos 80 na voz de Billy Idol, cantor que tentou reaparecer no cenário musical no fim dos anos 90, sem sucesso. Aqui três versões da música. A original, que hoje é totalmente trash; a do Nouvelle Vague, excelente banda francesa de vocais femininos que recria com extrema competência vários clássicos da música pop e punk com roupagem bem inusitada; e a dos Muppets.

Billy Idol


Nouvelle Vague


Muppets

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Entrevistas de Playboy - Tom Jobim

Seguem trechos da entrevista que o Tom Jobim deu para a Playboy em 1988. O bom da Playboy é que seus entrevistadores entravam em detalhes que outros repórteres não costumam perguntar, dando espaço para declarações mais inusitadas, como é o caso do músico brasileiro.



Tom Jobim (1988)

Você já fez música para cantar alguém, no sentido de conquistar?

Olha, cada canção que eu fiz é uma moça que eu não comi. Uma vez eu disse isso pro Millôr Fernandes e ele rebateu com a seguinte frase: “Pois cada canção que eu não fiz é uma moça que eu comi.”[risos].

A bossa nova consagrou Ipanema como o paraíso do prazer. Quando você tinha 20 anos, em 1947, já era assim?
Bem, naquele tempo as moças eram virgens, né? Evidentemente, como todo mundo, as minhas primeiras transas foram com as empregadas. Mas havia muitos soldados americanos no Rio, logo depois da Segunda Guerra, e as moças tinham uma enorme admiração por eles, por causa do cinema, claro. Aos poucos, com os americanos, elas foram ficando mais dadas... [risos]

Em comparação com a Luma de Oliveira, que tal a mulher americana?
A mulher americana não tem bunda. – aliás, e mulher branca em geral. A não ser que faça ginástica ou seja bailarina, mas aí fica com bunda por causa dos músculos. Outro dia vi uma branca aí com uma bunda respeitável, mas não é comum. Bunda é negócio de preto mesmo – a própria palavra, por sinal, é de origem africana. Mulher branca tem mesmo é peito, mas a bunda é assim: achata atrás e abre para os lados.

Pelo visto, você não é daqueles que preferem as louras.
Como todo sujeito que tem sangue de branco, me inclino mais para as morenas. Mas eu sou chegado mesmo é numa negra.

No entanto, seus filhos puxaram mais para o seu tipo claro.
É que na hora H eu penso na Suécia [risos].

sábado, 8 de janeiro de 2011

Cum on feel the noize - 3 em 1

Três versões de um clássico do rock. A primeira vez que ouvi Cum On Feel The Noize foi na pré-adolescência, com a banda de hard rock Quiet Riot, que teve seu único sucesso com esse cover da música do Slade. Aqui vão três versões em momentos bem distintos: a original nos anos 70, com Slade; a ressurreição nos 80, com Quiet Riot; e o revival dos 2000, com Oasis. Qual o melhor?

Slade
A animação da moça aos 1:04 é impressionante. 



Quiet Riot
Nunca é demais apreciar  a qualidade dos videoclipes oitentistas



Oasis
Nem parece cover. Transformaram em uma música do... Oasis

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Alegriazinha




Junte um brasileiro recém saído da sua banda em crise + um brasileiro de férias da sua banda americana de enorme sucesso + uma americana totalmente desconhecida . Bom... isso não diz absolutamente nada. Acrescentemos então que o trio se encontrou na California, e que os rapazes se tornaram velhos amigos em pouco tempo, e que a moça começou a namorar um dos rapazes, e que cada um começou a mostrar as composições que não ousavam mostrar para mais ninguém, e que começaram a fazer música juntos.

É....isso continua não dizendo coisa alguma sobre o Litlle Joy, banda formada por Rodrigo Amarante (ex-Los Hermanos), Fabrizio Moretti (The Strokes) e Binki Shapiro. O grupo lançou um CD de canções (em inglês e português, cantadas por Binki e Rodrigo) do tipo que não se ouvia nem nos EUA nem no Brazil. Elas têm um aparente descompromisso formal, de coisa de amigos se divertindo, dando ao disco um clima de agradável melancolia. É banda de um disco só? Provável, mas não importa agora...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O Solista


Fui ver O Solista, filme baseado em história real ocorrida nos Estados Unidos. Um repórter entediado (Robert Downey Jr.) encontra por acaso um mendigo (Jammie Fox) violinista. Ao longo do filme descobrimos que o mendigo estudava cello em uma renomada escola de música e que, vítima da esquizofrenia, acabou abandonando tudo para morar nas ruas.

O filme é BEM chato. Arrastado. Monótono. Repetitivo. Cansativo. Não veja, a não ser que seja um estudante de psicologia, serviço social ou coisa que o valha com interesse em insuportáveis personagens esquizofrênicos.

Mas enquanto assistia ao filme, lembrei imediatamente de uma história muito similar acontecida aqui em Porto Alegre. Um menino chamado Ludwig, aos dez anos de idade, era considerado um prodígio do piano. Foi apresentado ao público na capa do Segundo Caderno da Zero Hora em 1996 como o solista de um recital que incluía Bach, Bartok e Beethoven. Tocava tudo isso sem partitura.

Recentemente, o mesmo jornal fez uma matéria para saber que fim o menino levou, já que não se ouviu mais falar dele. Hoje, aos 24 anos, não toca mais. Vaga pelas ruas do Centro, onde mora numa pensão. Já foi visto vendendo Cds piratas nasa ruas. Ainda hoje, quem o conheceu lamenta profundamente o seu destino.

A história está toda aqui, inclusive com um link para a primeira matéria, de 1996.
Sinceramente, é melhor ler a reportagem que ver o filme O Solista.

Nota do filme: 2,6

sábado, 29 de agosto de 2009

WILCO E WEEZER

Apesar de achar que este bloghe também teria espaço para falar de música, nunca cheguei a me animar para isso. Talvez porque ache que há uma diferença essencial entre cinema & literatura e música. A ideia dos escritos aqui é dar minhas impressões sobre algumas obras, de maneira que possa dar algumas dicas de entretenimento inocente para meus poucos amigos. Mas logo percebi que isso não funciona com música. É que assim: posso não gostar de um filme e alguém me convencer que há aspectos que posso apreciar no filme, mesmo que sejam detalhes. Com bons argumentos, posso ser convencido de que algo até então fraco ganhe algum valor que eu não havia apreciado anteriormente. O mesmo ocorre com filmes. Mas com música a história é bem outra. Não acredito que alguém poderia me convencer a gostar de uma música que não suporto. Posso reconhecer a importância histórica de Bach, mas acho-o chato e ninguém vai me convencer do contrário. Podem dizer que Rossini é simplório, um compositor menor, mas vou continuar achando-o o máximo. Para mim, o gosto por música é algo profundamente pessoal. As razões para gostar de uma música são muito mais sentimentais que racionais.

É por isso que jamais poderia argumentar tentando convencer alguém de que uma música de que gosto é boa. Por exemplo, há duas bandas que considero hoje as duas melhores do mundo: WILCO e WEEZER. Mas nunca poderia me dar ao trabalho de convencer alguém disso.

posso dizer que pra mim são um refresco em tempos em que a crítica considera o pasteurizadíssimo U2 uma das maiores bandas de rock da história e o insuportavelmente chato Radiohead a melhor coisa surgida na última década. (Ah, falando nisso também vi os discos da Madonna figurarem entre os “Clássicos do Rock” num catálogo da Fnac, ao lado de Ac/Dc, Kiss, Queen e, é claro, U2).

WEEZER E WILCO têm algo que poucos têm hoje, que é vida. Apesar de bastante diferentes entre eles, têm características raras de se ver hoje em dia: são vibrantes, poéticos, inteligentes, engraçados, honestos, intensos, singelos, verdadeiros. Tudo aquilo que a vida deveria ser e não é.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Show do Zé do Bêlo



Numa quarta-feira chuvosa, aconteceu em Porto Alegre um evento para poucos privilegiados: um show do Zé do Bêlo. Depois de deixar a ansiosa platéia esperando um bom tempo, como é próprio das grandes estrelas do show business, sobe ao palco do Garagem Hermética o Artista. Trajando seu característico terno branco, combinado com camisa azul, gravata preta e sandálias, , acompanhado de sua competentíssima banda (Alemão da Vila, em seu uniforme esportivo tamanho pequeno na batera; Veri D'ávila, com fingido ar blasé, no baixo; e o legendário King Jim no sax), abriu com Bolero da Morena, ainda inédita em CD. Depois foram só sucessos, entre músicas novas e as confirmadas do CD Acústico. Em O Gil Gomes Falou, Meu Deus, Uma Luz, Samba-Enredo, Bolinhas e outras, pode mostrar todo seu carisma e domínio de palco.




O Mestre ainda mostrou que entende de todos os aspectos de um show, ao orientar o iluminador diversas vezes sobre como deveria desempenhar seu trabalho ("Ô boca aberta, eu já falei pra botá só luz vermelha agora"). Lembrando Tim Maia, reclama diversas vezes do retorno da guitarra. Zé do Bêlo, como uma versão brasileira de um Tony Clifton do século 21, não se deixa intimidar por pedidos da platéia. Diante de insistentes apelos para que tocasse o mega sucesso internacional "Reprise" , reagiu: "Tu não apita nada aqui, magrão. Quem manda no show sou eu". Só mais tarde, provando que tem personalidade, é que tocou a comovente "Reprise", sendo, é claro, ovacionado do primeiro acorde ao último. Enfim, como disse o próprio , no final de uma das canções: "O cara tem a manha da composição".